domingo, 2 de agosto de 2009

Ford Taurus é a aposta da montadora para restaurar reputação nos EUA

Sexta geração do sedã é lançada para o mercado norte-americano.
Executivo fala ao G1 sobre o lançamento e seus principais concorrentes.


Foto: Divulgação
Ford Taurus está na sexta geração

As montadoras norte-americanas deixaram o velocímetro de lado e passaram a se preocupar com o cronômetro. Em uma acirrada corrida contra o tempo na busca pelo melhor espaço nos Estados Unidos, as fabricantes de veículos precisam não só atrair os consumidores com produtos de traços modernos como também fazer com que os compradores coloquem a mão no bolso para bancar um carro novo. Prova disso, é o lançamento do Ford Taurus 2010, neste sábado (1º). O carro é visto pela própria montadora como o marco da retomada da companhia diante da grave crise financeira.

“O papel do Taurus 2010 é o de restaurar sua reputação e posição no mercado, bem como ser um símbolo de como a Ford está transformando a forma de fazer negócios por meio do desenvolvimento de veículos”, afirmou ao G1 o diretor de comunicação de produtos da Ford América do Norte, Robert Parker. Segundo ele, o novo design com tecnologia de fácil interação com os consumidores trará de volta o modelo à liderança da categoria.

Afinal, a Ford precisa reconquistar a confiança de seus clientes e o valor de sua marca. Para não ter de recorrer à ajuda financeira disponibilizada pelo governo dos Estados Unidos, a estratégia precisará dar certo. Robert Parker não revela o número de unidades do modelo que a Ford planeja vender por ano.

Foto: Divulgação
Modelo custa tem preço a partir de US$ 25.995

Evolução do modelo

Entre os principais produtos já criados pela Ford, a primeira geração do Taurus teve lançamento histórico em 1986, já a segunda geração foi líder no mercado norte-americano entre 1992 e 1996 e sofreu com a amarga ultrapassagem do Toyota Carmy, em 1997, quando perdeu força ao ser lançada a terceira geração. O declínio prosseguiu na quarta geração, cuja produção foi encerrada em 2007. O nome Taurus foi retomado em 2008 como quinta geração e, agora, chega às concessionárias a sexta fase do sedã “full-size” – como é classificado nos Estados Unidos.

Foto: Divulgação
Traços modernos marcam o sedã

Além das diferenças tecnológicas e estéticas do modelo lançado em 2008, o novo Taurus faz parte de uma nova gama de carros modernos, com preços que caibam no bolso do consumidor. O sedã tem preço a partir de US$ 25.995 e a versão topo de linha custa US$ 31.995. O concorrente Audi A6 é vendido nos Estados Unidos por US$ 45.100 e o Lexus GS350 por US$ 45 mil. Segundo Parker, nenhum desses modelos possui a lista de itens de série apresentada no Taurus. Entretanto, seu maior concorrente é o Toyota Avalon, que custa US$ 27.845.

Mesmo assim, o executivo acredita que o posicionamento de preço do Taurus garantirá uma forte largada na disputa. “O carro terá novidades suficientes para atrair os consumidores que procuravam no Toyota Avalon e Chrysler 300 atributos oferecidos agora no Taurus”, observou. A lista de Parker desconsidera concorrência com o Chevrolet Impala. “O Ford Taurus se posiciona em um patamar diferenciado”, disse.

Os “atributos” são itens como o novo motor EcoBoost 3.5 V6, mais econômico que os antigos motores da Ford e de acordo com a nova lei de emissão norte-americana, navegador com comando de voz, sensor com sistema de informação que alerta caso um objeto esteja em região de ponto cego.

Foto: Divulgação
Acabamento moderno e preço são destaques do novo modelo

Discurso afinado

Dos executivos da Ford a primeira palavra que se ouve ao questionar sobre a reestruturação da companhia é “produto”. Quando a montadora anunciou no último mês os resultados do segundo trimestre, em que mostrou queda de despesas da ordem de US$ 1,2 bilhão e lucro de US$ 2,3 bilhões, o presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, ressaltou que os números mostram que a estratégia da companhia está acertada e que prioriza a sustentabilidade financeira das operações e o desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades de consumidores em todo o mundo.

Assim como o executivo brasileiro, Parker reforça que a Ford concentra os esforços no lançamento de novos veículos, para aumentar a participação no mercado. O que não significa que há previsão de o Ford Taurus chegar ao Brasil, entretanto, isso não descarta a venda no país de outros modelos com a nova cara da empresa, como o Ford Fiesta vendido na Europa.

Obama quer dobrar a verba do programa de troca de carros usados

Governo dos EUA dá de US$ 3.500 a US$ 4.500 na troca por um novo.
Verba de US$ 1 milhão poderá se esgotar antes do previsto.


Foto: Charles Krupa/AP
Loja em Lynn, Massachusetts, chama clientes para trocarem os carros velhos por um mais novo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu nesta sexta-feira (31) ao Senado para seguir o exemplo da Câmara de Representantes e aprovar mais dinheiro para o programa "dinheiro por ferro-velho", que estimula a compra de veículos novos e que ameaçava ficar sem fundos devido à grande popularidade. O governo norte-americano havia destinado US$ 1 bilhão para o programa. Obama quer aumentar a verba para UIS$ 2 bilhões.

Em comunicado distribuído hoje pela Casa Branca, Obama destacou que o programa, que entrou em vigor há apenas seis dias, foi "um imenso sucesso".

Foto: Vyto Starinskas/AP
Carro é jogado na lixeira ao lado de loja de automóveis em Springfield, no estado de Virgínia (EUA), em promoção do programa de incentivo do governo norte-americano

Para o presidente, a iniciativa "deu um alívio muito necessário aos consumidores, deu um grande impulso à indústria automobilística americana e alcança benefícios ambientais que vão além do calculado originalmente".

A medida "demonstrou ser uma parte bem-sucedida de nossa recuperação econômica e ajudará a reduzir nossa perigosa dependência do petróleo estrangeiro, ao mesmo tempo que reduz as emissões poluentes", acrescenta.

A Câmara de Representantes aprovou nesta sexta-feira (31) um projeto de lei que fornece US$ 2 bilhões adicionais ao programa para que possa seguir à frente.

Na quinta-feira (30), o Departamento de Transporte advertiu que a grande procura ameaçava esgotar os US$ 1 bilhão iniciais destinados ao programa.

O Senado também deve aprovar a medida na próxima semana, antes que na sexta-feira o Congresso dê início a seu recesso de verão (hemisfério norte).

No comunicado, Obama expressou sua satisfação pelo voto na Câmara de Representantes e pediu ao Senado "para atuar tendo presentes os consumidores americanos e aprovar esta grande medida".

O programa oferece incentivos de até US$ 4.500 aos motoristas que substituírem os veículos usados por novos que consumam menos combustível.

A Administração Nacional para a Segurança na Estrada (NHTSA, na sigla em inglês) tinha previsto que os fundos do programa, cuja duração era calculada inicialmente até novembro, seriam suficiente para que os consumidores americanos comprassem 250 mil veículos.

Montadoras tentam seduzir chineses com carros de luxo

Ferrari, Mercedes-Benz, BMW e Porsche buscam crescimento na China.
Veja fotos dos carros em exposição em salão do automóvel em Pequim.


Foto: Greg Baker/AP
Menino vê os detalhes do Hyundai Equus no salão de automóveis de luxo em Pequim

O mercado de automóveis da China é o que mais cresce no mundo. De olho nisso, marcas que fabricam carros de luxo como Ferrari, BMW, Mercedes-Benz e Porsche tentam atrair os compradores chineses dispostos a pagar mais. Nesta sexta-feira (31), a abertura de um salão de automóveis de luxo em Pequim atraiu centenas de visitantes.

Entre as atrações estão a Ferrari California, BMW Z4, Mercedes-Benz SLK 55 AMG e o Porsche 911 Targa. Confira as fotos abaixo:

Foto: Greg Baker/AP
Chines entra no BMW Z4 para sentir o gosto pelo carro de luxo


Foto: Grerg Baker/AP
A nova Ferrari California marcou presença no salão de importados


Foto: Greg Baker/AP
Casal confere a ficha técnica do carro Mercedes-Benz SLK 55 AMG


Foto: Greg Baker/AP
Este chinês tirou uma foto do Porsche 911 Targa


Foto: Greg Baker/AP
Este Hummer com rodas de esteira para pisos acidentados chamou a atenção

PSA Peugeot Citroën investe R$ 91 milhões em usinagem de motores

Grupo aposta na recuperação do mercado brasileiro diante da crise.
Para 2010, marcas reservam novos lançamentos e aumento de produção.


Foto: Divulgação
Funcionário ajusta peças para a fabricação do motor

Se puder investir em momento de crise, então invista para estar bem posicionado na hora da retomada do mercado. A frase, comumente utilizada pelos economistas em tempos de turbulência econômica, define exatamente a estratégia utilizada pelo Grupo PSA Peugeot Citroën para investir R$ 91 milhões na construção da nova unidade de usinagem de motores no complexo de Porto Real, no Rio de Janeiro. A fábrica, inaugurada nesta sexta-feira (31), tem capacidade para produzir 100 mil blocos de ferro e 80 mil cabeçotes de alumínio por ano para motores 1,6 litros bicombustível e a gasolina.

Esta é a primeira fábrica de usinagem de motores do grupo construída no Brasil. Até então, os componentes de propulsores eram importados da fábrica na Argentina. Assim, a empresa passa a reduzir custos com importação e a otimizar processos logísticos, o que garantirá mais agilidade na produção para atender às demandas do mercado brasileiro, que já responde positivamente à indústria automobilística nacional, apesar da crise no mundo.


Foto: Divulgação
Linha de produção de motores

“A decisão é estratégica para nossos planos no Brasil, pois garante maior independência no aspecto da demanda e da redução dos custos”, afirma o presidente do grupo PSA no Brasil e na América Latina, Vincent Rambaud. Tal produção atenderá os modelos Citroën C3 e Xsara Picasso e Peugeot 207, 207 SW e 207 Passion fabricados em Porto Real. Os propulsores também são exportados para a Argentina, para a produção do Peugeot 307 e 307 Sedan e os Citroën C4 e C4 Pallas.

Cálculo errado

Vincent Rambaud não revela se haverá aumento da produção de veículos no complexo de Porto Real, entretanto, reconhece que o grupo tenha perdido participação de mercado devido ao descompasso entre produção e demanda. Segundo ele, a matriz não esperava que o governo brasileiro agisse de forma tão rápida com a redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e que o mercado voltasse ao patamar de vendas observado de janeiro a setembro de 2008 – período pré-crise.

Além disso, Rambaud afirma que as compras dos consumidores brasileiros se concentraram nos automóveis populares e utilitários esportivos. “Nós não iremos investir em carros populares, talvez o segmento de SUV seja uma lacuna que preencheremos futuramente”. Em junho, a participação de mercado do grupo (somando as duas marcas) ficou em 5,1%.

Apesar dos “contratempos”, o grupo está animado com o desempenho brasileiro, muito longe do observado em outras regiões do mundo, especialmente na Europa. Nesta semana, a PSA anunciou perdas mundiais de 826 milhões de euros no primeiro semestre, resultado não comentado nesta sexta-feira por Vincent Rambaud.

De acordo com o executivo, as projeções do grupo continuam as mesmas para o país, com venda de 300 mil veículos neste ano. “Vamos manter as mesmas projeções, os investimentos e os lançamentos, talvez em ritmo diferente do que pensávamos”, ressalta. Peugeot e Citroën ainda reservam mais cinco lançamentos para o ano que vem.

Grupo vai investir na marca Peugeot

Os planos do grupo também reservam crescimento de cerca de 1% de participação no mercado nacional a cada ano. Para isso, a companhia investirá na imagem da marca Peugeot. “O ano de 2010 será muito forte em lançamentos para o grupo no Brasil e Argentina”, ressalta.

Para tanto, contratações em curto prazo não foram descartadas e a nova unidade de usinagem de motores tem espaço para a ampliação da capacidade em 20%. Assim, se o mercado brasileiro confirmar que realmente saiu da crise, os franceses da PSA voltarão a colocar o pé no acelerador.

Polícia grava criminoso 'debochando' de vítima de golpe

Foram presos 6 suspeitos de aplicar golpe de venda de carro mais barato.
Grupo atuava em 11 estados e fez pelo menos cem vítimas.


A polícia prendeu, em Belém e em Manaus, seis suspeitos de envolvimento em uma quadrilha que aplicava o golpe da venda do carro a preços abaixo do mercado, mas não entregavam o veículo. Com autorização da Justiça, a polícia do Pará gravou conversas em que os criminosos debocham das vítimas.

O grupo investigado atuava em 11 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e fez pelo menos cem vítimas. Os golpistas usavam a internet e ofereciam carros mais baratos. O golpe é conhecido, mas ainda provoca muitos prejuízos.

Além de perder dinheiro, os "clientes" ainda eram alvo de deboche. Em uma ligação, a vítima diz que chamou a polícia e ouve, do falso vendedor, que não há como reclamar. "Não existe nada. Não existe loja, não existe compra, não existe carro, não existe nada. A única coisa que existiu foi o seu vacilo. Você tem que ficar com raiva de você mesmo. Se você quiser registrar uma ocorrência, pode ir lá que você vai pegar uma fila com os registros nossos. A delegada, a delegada já está sabendo. Vai lá, fica à vontade."

Os seis suspeitos presos devem responder por estelionato , formação de quadrilha, falsificação de documentos e falsidade ideológica. Dois deles são apontados como chefes do grupo. Com eles, foram apreendidos computadores, cartões de crédito e documentos.

Um estudante pagou R$ 3.600 de entrada em um carro que nunca recebeu. "A entrega não foi feita no dia combinado", afirmou. "No término da negociação, eles ligaram falando que era um golpe."

A polícia orienta que as compras pela internet só devem ser feitas quando a pessoa tem absoluta confiança na empresa que oferece o produto. "Os cuidados que indico são, primeiramente, que verifique se a empresa tem sede, se tem como fazer reclamação, a idoneidade dos proprietários e se a mercadoria é lícita. Toda vez que desconfiar, não compre", diz a delegada Beatriz Machado.