terça-feira, 11 de agosto de 2009

Venda de carros usados em SP cai 2,13% em julho

Revendedoras sentem efeitos do crescimento do mercado de novos.
Em relação aos carros populares houve uma queda de 4,47% sobre junho.


Foto: TV Globo/Reprodução
Loja de carros usados e seminovos

As vendas de carros usados no Estado de São Paulo em julho caíram 2,13% em relação ao mês de junho, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Sindicato do Comércio Varejista de Veículos Usados no Estado de São Paulo (Sindiauto) e pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp). Ao todo foram vendidos 134.621 carros usados e seminovos no mês, contra 137.547 negócios em junho.

Desses negócios, 75,4% foram realizados com carros populares e 24,6% com carros não populares. Em relação aos carros populares houve uma queda de 4,47% na comparação de julho com junho (101.484 contra 106.229, respectivamente).

O resultado mostra o reflexo do crescimento do mercado de carros novos em detrimento ao de usados, na avaliação do sindicato. Dificuldades na aprovação do crédito, juros muito altos, prazos reduzidos e exigência de 30% a 35% de entrada são alguns fatores que prejudicaram o rendimento das vendas de usados.

Em julho, 51% do comércio de veículos foi financiado, ante uma média de 58% em junho. O prazo médio do financiamento diminuiu, saindo de 44 meses em junho para 41 meses em julho. O saldo médio financiado foi igual a 63% contra 65% em junho. As trocas de autos ficaram em 55% dos negócios no mês passado, ante 52% no mês anterior.

Trabalhadores comemoram contratações da Renault

Montadora recontratou ex-empregados e chamou outros 600.
Redução do IPI para automóveis ajudou na recuperação da produção.


As contratações da montadora Renault é um sinal de recuperação da indústria automobilísitca nacional. Agora, os metalúrgicos chegam para trabalhar na mesma fábrica que, no começo do ano, dispensou temporariamente 900 funcionários e parou um turno, por causa da queda nas vendas de automóveis. Agora, a montadora contratou 600 novos empregados.


A empresa também trouxe de volta os 900 dispensados em janeiro. Na época, o acordo firmado com eles previa cinco meses de afastamento remunerado. Mas, ninguém sabia o que aconteceria depois. O metalúrgico Messias da Silva, casado, pai de família, que o diga: “Eu pensei no momento que eu estava desempregado”.

Hoje, Messias sabe por que voltou à fábrica: “As vendas retomaram novamente, o mercado está reagindo, a venda de carro a cada mês está elevando, graças a Deus”.

Messias tem razão: não existe mágica. Se tem mais gente trabalhando dentro da montadora é porque as concessionárias estão vendendo mais carros. Para a direção da fábrica, a redução no IPI foi decisiva na a retomada das vendas.

O diretor de RH Carlos Magni avalia que, para a montadora, o impacto do IPI reduzido minimizou a queda nas exportações: "O nosso mercado interno tem permitido de alguma forma que compensemos um pouco o volume perdido com a exportação. A redução do IPI é, com certeza, o fator mais significativo da mudança de cenário de mercado desse ano".

Sorte de Messias, que teve de volta o emprego e o sorriso no rosto.

Seu carro foi guinchado? Veja o que fazer

Reboque pode levar carros estacionados em locais proibidos.
Veja que documentos levar e quanto pagar para retirar o veículo do pátio.


Não encontrar o carro no lugar onde estacionou tem sido uma rotina para muitos motoristas das principais capitais do país. O carro foi roubado? Não. Uma placa com a frase "Seu veículo foi guinchado" é colocada no lugar onde o automóvel estava. Só em São Paulo, mais de 60 veículos são guinchados por dia. São veículos que foram estacionados em locais proibidos e acabaram sendo removidos pelos agentes de trânsito. Mas, o que fazer quando um carro é guinchado?

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP), o carro pode ser guinchado se estiver estacionado em fila dupla; em local indicado pelas placas de proibido estacionar e proibido parar e estacionar; em faixas de pedestres; em frente às guias rebaixadas; sobre a calçada; em locais de pontos de ônibus; a menos de cinco metros do alinhamento; ou em ilhas, refúgios, canteiros centrais, marcas de canalização.

Como é feito o reboque

Quando os agentes de trânsito encontram algum carro nessas condições, o guincho é chamado para rebocar o veículo para um estacionamento ligado ao Detran. Os funcionários do guincho colocam nas quatro rodas um equipamento chamado patins, que permite que o carro seja arrastado para cima do guincho, onde os pneus são amarrados por cintas de tecido resistente. Se o proprietário chegar antes do guincho seguir viagem, ele pode pedir para que o carro seja retirado e ele vai embora com o carro. Se o guincho já começou a rodar, ele só volta a pegar o carro no pátio.

Em algumas cidades, como Rio e Belo Horizonte, o veículo estacionado em local proibido é fotografado. A foto é tirada antes da remoção, com a finalidade de comprovar danos pré-existentes. Em seguida, lacrado com selos no capô do motor, porta-malas, vidros, portas, tanque de combustível para garantir a sua inviolabilidade. Em São Paulo, a CET deixa no local da remoção um cavalete informando o ocorrido. Neste cavalete consta o número do telefone 1188 para obter maiores informações ou, ainda, no site da companhia.

Todos os veículos rebocados pelos órgãos da Prefeitura são levados para os depósitos públicos municipais que funcionam, para liberação. Ao chegar ao depósito, o veículo é vistoriado para verificação de avarias, anotadas em uma ficha que é arquivada até a chegada do proprietário.

São Paulo Rio de Janeiro Belo Horizonte
Consulta de veículos rebocados em São Paulo Consulta de veículos rebocados no Rio de Janeiro Consulta de veículos rebocados em Belo Horizonte
Mais informações: telefone 1188 Mais informações: (21) 3293-1700 Mais informações: (31) 3277-6500



Foto: TV Globo/Reprodução
Carro guinchado

Como retirar o veículo

O Código de Trânsito Brasileiro determina que "o veículo apreendido em decorrência de penalidade aplicada será recolhido ao depósito e nele permanecerá sob custódia e responsabilidade do órgão ou entidade apreendedora, com ônus para o seu proprietário, pelo prazo de até trinta dias. A restituição dos veículos apreendidos só ocorrerá mediante o prévio pagamento das multas impostas, taxas e despesas com remoção e estada, além de outros encargos previstos na legislação específica. A retirada dos veículos apreendidos é condicionada, ainda, ao reparo de qualquer componente ou equipamento obrigatório que não esteja em perfeito estado de funcionamento".

Para recuperar o veículo, o proprietário ou seu representante legal deverá dirigir-se ao órgão competente e apresentar o Certificado de Registro de Licenciamento do Veículo (CRLV) atualizado mais cópia simples, o RG do requerente mais cópia simples, e a carteira da habilitação (caso o proprietário não possua habilitação, deverá ser acompanhado por indivíduo habilitado). Também deverá efetuar o pagamento de multas pendentes e IPVA.

O dono deverá ainda pagar a multa pelo guinchamento e a diária da estadia no pátio. Este valor muda de acordo com cada cidade. Em São Paulo, o proprietário paga R$ 375 de multa pelo reboque e mais R$ 29,40 por cada dia em que o automóvel ficar no pátio do Detran. No Rio, a taxa é de R$ 99,99 mais a diária de R$ 40,40. Em Belo Horizonte, a taxa de remoção é de R$ 128,86 e a diária começa em R$ 17,18 e vai aumentando gradativamente.

Se o veículo for financiado e ainda estiver em nome de instituição financeira, deverá ser apresentado cópia autenticada do contrato de financiamento. Caso o veículo tenha sido comprado por outra pessoa e ainda não tenha sido transferido junto ao Detran, o comprador poderá apresentar o Recibo de Compra do Veículo (CRV) devidamente preenchido, datado e com firma do vendedor reconhecida em Cartório. Se o veículo estiver registrado em nome de pessoa jurídica, deverá ser apresentada a cópia autenticada do contrato social da empresa e além de suas alterações contratuais que indique o nome das pessoas com poderes para a retirada do mesmo.

Se o dono do carro rebocado não aparecer dentro de 90 dias, o veículo vai a leilão.

Detran descobre fraude para baratear IPVA no Maranhão

Um veículo de luxo importado pagou apenas R$ 11,00 de imposto.
Donos de carros serão chamados para depor.


Esquema criminoso conseguia baratear o valor do IPVA no Maranhão. Carros de R$ 150 mil pagavam R$ 11,00 de imposto. Era uma fraude que diminuía, e muito, o preço do IPVA.


As investigações começaram há dois meses. O crime só foi descoberto porque o Detran percebeu que vinha arrecadando menos do que deveria.

O alvo dos fraudadores eram os códigos de barra, que aparecem nos boletos usados para o pagamento de IPVA. A sequência de 47 números era alterada para que o valor do imposto fosse reduzido.

As investigações mostram que eles entravam no sistema de computador da Secretaria de Fazenda, que processa os impostos, e lá faziam as mudanças.

Um dos golpes já descoberto pelo Detran foi com um carro de luxo. O dono deveria pagar mais de R$ 4,4 mil de IPVA. Com a fraude, pagou só R$ 11,00.

Até agora a Secretaria de Segurança apurou que pelo menos 450 carros foram licenciados irregularmente. Os donos destes veículos serão intimados para depor. Eles poderão ser processados por formação de quadrilha, estelionato, falsificação de documento e também por sonegação de impostos.

“As pessoas vão ser notificadas. Vão ser bloqueados todos esses veículos e com certeza eles vão pagar devidamente as taxas e impostos”, afirma o secretário de Segurança Raimundo Cutrim.

Frota brasileira de carros é 56% financiada, aponta Anef

No 1º semestre, as carteiras de Leasing e CDC atingiram R$ 148,5 bilhões.
Taxas de juros seguiram em tendência de queda no mês de junho.


Foto: TV Globo/Reprodução

56% da frota nacional de carros é financiada


A frota nacional de automóveis e comerciais leves em circulação com até 15 anos de vida é estimada em 24,4 milhões de unidades, sendo que 56% do total possui financiamento ativo. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (10) pela (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). Segundo a entidade, o volume equivale a cerca de 14 milhões de consumidores, destes 38,6% têm alienação fiduciária gerada por operações de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) ou Consórcio; 14,4% possuem arrendamento mercantil (leasing) e 3% contam com algum outro tipo de financiamento (penhor mercantil, reserva de domínio etc).

De acordo com o balanço, o saldo total das carteiras de leasing e CDC para aquisição de veículos pelas pessoas físicas teve incremento de 14,7%, de R$ 129,4 bilhões em junho do ano passado para R$ 148,5 bilhões no mesmo período de 2009. Se analisadas separadamente, a carteira de leasing cresceu 43,1%, passando de R$ 45,5 bilhões em junho de 2008 para R$ 65,1 bilhões em junho deste ano. Já o saldo da carteira de CDC teve uma retração de 0,6%, saindo de R$ 83,9 bilhões para R$ 83,4 bilhões, comparando o mesmo período.

O saldo acumulado no primeiro semestre do crédito das carteiras de Leasing e CDC corresponde a 5,1% do PIB (Produto Interno Bruto) contra 4,4% em relação ao mesmo período de 2008. Esse montante também representa 34,2% do total do crédito destinado no mercado para as pessoas físicas.

Juros

As taxas de juros em junho de 2009 seguem em tendência de queda. Nos primeiros seis meses do ano, a taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef chegou ao patamar de 1,49% ao mês, enquanto no mesmo período do ano passado, a média mensal ficou em 1,65%. Já o plano máximo de financiamento ofertado pelo sistema financeiro neste primeiro semestre apresentou pequena elevação em comparação ao mesmo período do ano passado, de 72 meses para 80 meses.

Em relação aos planos médios, estão em 41 meses, ou seja, igualam-se ao patamar do primeiro semestre de 2008. Já a inadimplência acima de 90 dias encerrou o período com índice de 5,5% na carteira de CDC — o nível de inadimplência de todos os bens é de 8,6%.

“Neste primeiro semestre de 2009, o setor apresentou uma boa evolução, com o quadro de queda das taxas de juros e sensível alongamento dos planos de financiamento, porém com estabilidade nos planos médios. Esses fatos apontam para um sinal positivo de reação do segmento em relação aos impactos da crise internacional”, afirma em nota o presidente da Anef, Luiz Montenegro.

Segundo Montenegro, apesar do resulto, o cenário ainda não permite projeções mais precisas. “Porém, é possível que o saldo das carteiras de Leasing e CDC continue ascendente, podendo alcançar, até o final do segundo semestre crescimento entre 10% e 15% sobre o acumulado de 2008”, diz.

Escoamento das vendas

Nos primeiros seis meses de 2009, 58% das vendas de automóveis e comerciais leves foram a prazo. Desse total, 27% ocorreram por meio de leasing, 26% foram por CDC e 5% por consórcio. Em relação às vendas de veículos comerciais (caminhões e ônibus), 54% foram por Finame, 22% por Leasing, inclusive Finame Leasing, 12% por CDC e 2% por meio de Consórcio. No setor de motocicletas, 42% das vendas foram realizadas por meio de CDC, 32% por Consórcio e 3% por meio de Leasing.